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16 de novembro de 2015
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Como deve ser a alimentação dos diabéticos?
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O número de casos de diabetes só cresce no Brasil, principalmente em grandes centros urbanos. Estima-se que 12 milhões de brasileiros têm a doença, mas somente metade é diagnosticada. E o futuro é ainda mais preocupante. A previsão é que cerca de 19,2 milhões de pessoas tenham diabetes até 2035. 

Entre mitos e verdades, o cardápio ideal do paciente com diabetes só poderá ser determinado pelo especialista ou nutricionista que acompanha o caso. Em suas diretrizes, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) aponta que a sacarose não aumenta mais a glicemia do que outros carboidratos, quando ingerida em quantidades equivalentes.




“O carboidrato é o que mais gera dúvida quando o assunto é alimentação de um paciente com diabetes. Ele pode e deve comer esse nutriente, mas quem vai determinar a rigidez do controle é o nutricionista ou o especialista. Por isso, o acompanhamento médico é essencial quando se trata desta doença”, explica o Dr. Marcio Mancini, endocrinologista e responsável pelo Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas da USP.

De acordo com o endocrinologista, em geral, a quantidade do consumo de açúcar para um diabético é de até 30 gramas por porção. “Sempre lembro que não adianta olhar para um alimento isoladamente. Uma pessoa não vai pegar uma quantidade de açúcar de mesa e comê-lo de colher. Ele é inserido no contexto de uma refeição mista e será absorvido pelo organismo junto com vários outros nutrientes ao mesmo tempo”, diz Mancini.

O especialista ainda salienta que outros alimentos, além do açúcar, também são fontes de carboidratos simples como, por exemplo, pães, chocolate, arroz e massas; ou complexos, como cereais integrais, lentilha e frutas que, por sua vez, são digeridos mais lentamente pelo organismo. 

“Não é porque o carboidrato complexo demora mais para ser digerido que será necessariamente a melhor opção para o diabético. Um alimento rico em carboidrato complexo que tem maior quantidade de fibras, ingerido em grande quantidade pode atenuar o índice glicêmico, mas será pior do que ingerir um carboidrato simples em quantidade menor. A conclusão é que o paciente deve ter uma vida normal, se alimentando de todos os nutrientes e buscando o equilíbrio alimentar”, finaliza o Dr. Mancini. 
 
Você sabe o que é diabetes?
A doença acontece quando o pâncreas não tem a capacidade de produzir insulina ou, se produz, ela funciona de forma ineficiente, o que é chamado de resistência à insulina. A alteração da insulina, seja na produção, seja na função, causa aumento de glicemia, que é a quantidade de açúcar no sangue. A insulina é o hormônio que transporta a glicose do sangue absorvida na alimentação à célula.

Existem alguns tipos de diabetes:

Tipo 1 – Normalmente, é diagnosticado entre a infância e a adolescência É autoimune na maioria dos casos. As células beta do pâncreas responsáveis pela produção de insulina são destruídas. O tratamento é feito com a promoção de hábitos saudáveis e com administração de insulina.

Tipo 2 – Corresponde a 90% dos casos da doença em que pontua a insuficiência ou resistência à insulina. É mais comum em adultos com excesso de peso ou obesidade, mas não exclui a possibilidade de apresentar-se em crianças e adolescentes. Normalmente, há outros casos de diabetes na família. Pode ser controlado com mudança de hábitos ou com o uso de medicamentos orais ou injetáveis.

Gestacional – A mulher passa por uma série de mudanças hormonais durante o período da gravidez. Entre elas, o aumento da progesterona, que pode predispor ao desenvolvimento de diabetes principalmente quando houver predisposição familiar e aumento excessivo de peso. O diabetes pode persistir ou melhorar depois da gestação.

Fonte: Doce Equilíbrio

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